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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Diário de um Sobrevivente (Dia 1)

08h
É estranho acordar assim, sem o barulho típico de um centro de cidade em plena segunda feira. Sempre achei muito bom morar no centro.. Nunca precisei de carro, muito menos precisava pegar ônibus para ir aos lugares. Tudo o que eu preciso está perto de mim. Bem, estava, até uns dois dias atrás, quando a bomba realmente estourou.
Há precisamente um mês e meio, os meios de comunicação vinham noticiando uma nova doença, que estava dizimando a população africana. Em apenas 3 dias, cidades inteiras ficaram desertas, milhares morriam. Até que como num passe de mágica, as notícias acabaram e nenhum jornal, revista, canal de televisão, estação de rádio, ou qualquer outro meio de comunicação deu mais informações sobre a África. Típica atitude de quem quer esconder algo. Só se falava de como as coisas estavam boas no resto do mundo! E o povo, como sempre com sua memória curta, esqueceu isso.
A única coisa que se escutava, eram boatos de que a tal doença misteriosa já tinha se espalhado para outros locais, mas como eu iria imaginar, que chegaria até a minha cidade? Tão longe da África. Que porra de doença é essa que se alastrou tão rápido? E o que as merdas das autoridades estavam fazendo esse tempo todo, que não estavam precavendo a população de um perigo tão próximo? Fato é que ninguém sabia de fato o que essa doença causava.. A única coisa que se ventilava por aí, e que chegou aos meus ouvidos, era que essa desgraça mata uma pessoa sadia em no máximo 9 horas após a contaminação. Seria uma versão mais potente da ebola? Doce ilusão! Queria eu que fosse..
Sou um cara sozinho por opção. As pessoas me enjoam muito fácil. Meus relacionamentos não duram mais do que 3 meses, pois no fim das contas, não gosto de ser dependente de ninguém, e não quero que ninguém dependa de mim para nada. Mas diabos, como eu queria alguém ao meu lado agora, uma ajuda seria muito interessante.
Sempre fui também um cara muito precavido. Onde há fumaça, há fogo. E se já se ventilava por aí que a tal doença já estava na cidade, resolvi me ir as compras, afinal, quando a porra toda estourasse, os mercados ficariam vazios. Sábia decisão essa minha! Gastei uma grana que eu não tenho.. Abençoado seja o cartão de crédito! Pelo menos fico feliz em saber que aqueles filhos de uma puta não irão receber um centavo dessa grana que eu gastei, afinal, creio que dinheiro não presta muito atualmente. A moeda de troca é mercadoria que possa te fazer sobreviver por mais um dia. Comprei também remédios, máscaras (depois daquela gripe suína, disseram que a máscara não deixaria ser contaminado). Se eu soubesse que eu teria que lidar com essas coisas que vagam por aí, teria comprado munição para aquela velha 12 de cano duplo que meu pai herdou de um tio. Tudo que tenho agora é uma pistola .22 com alguns tiros. Mais pra frente eu penso o que fazer..
Agora estou com fome, mais tarde eu volto a escrever..

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